Fav blog #03: Vício Auditivo

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Se tem um blog que acho indispensável pra quem gosta de fazer descobertas musicais pela Web (e não apenas deixar de pagar aquele CD legal), é o Vício Auditivo. É um blog que sempre tem boas usgestões, uma pequena resenha pra cada CD, artistas semelhantes relacionados (como faz também o Last.fm).
Por sinal, é um blog que não apenas disponibiliza links para baixar pelo MediaFire ou pelos sites das bandas (quando isso é possível), mas também repassa material recebido - e acho que esse é um bom blog pra divulgar sua banda, se tiver. Atenção bandas estreantes e viciados em música em geral!

Exemplo de post:

Bandeira 2 - Bandeira 2 [2008]



Gosto muito quando recebo material de bandas pra disponibilizar aqui no blog para os visitantes. Já escrevi isso antes, mas, gosto da confiança, fico feliz por receber cada vez mais indicações para colocar no blog, isso soa como um reconhecimento do trabalho que se faz por aqui. Resumindo, é gratificante. Em contato com Roberto Batista do Estudio Pente Fino pelo (vicioauditivo@gmail.com) recebi esse cd que felizmente surpreendeu minhas expectativa. Não é um cd internacional, mas sim uma preciosidade nacional da melhor qualidade, um tipo de sambarock que sempre admirei. Os caras não vão passar despercebidos nesse mundo da musica.

Depois de três anos destilando o melhor do sambarock e do universo suingueiro brasileiro pela noite carioca, o Bandeira 2 resolveu mostrar seu lado autoral no CD Bandeira 2 (Independente), lançado em dezembro de 2008. E ficou evidente, graças a um repertório azeitado nesse certo tempo de palco, a influência de grandes nomes do gênero, como Jorge Benjor, Originais do Samba, Trio Mocotó, Tim Maia, entre outros, o que, aliás, vem em muito boa hora.
“Esse CD é o resultado de muitas noites de domingo comandando uma pista lotada na Casa Rosa em Laranjeiras”, diz o cantor e guitarrista Marcel Lopez, fundador da banda. “Foram três meses de muito trabalho e muita correria, já que fizemos todo o processo de criação, desde a parte burocrática até a parte boa, que é tocar”.
Leia Mais no Myspace da Banda....


01. Vai Nessa
02. Sei Lá
03. Ramos, Bonsucesso, Olaria, Penha
04. Na Social
05. Soda
06. Gambiarra
07. Que Lapa !
08. Acabou o Carnaval



{pra ver o link veja o post original}

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Uma árvore crescendo no pulmão?

Category: , , By fedayin
via Ceticismo Aberto

“Cirurgiões na Rússia acreditavam que iriam retirar um tumor do pulmão de um paciente de 28 anos. No entanto, eles encontraram uma planta - de cerca de 5 centímetros - crescendo no interior do órgão do paciente. O incidente ocorreu na região dos Urais, segundo o diário "Komsomolskaya Pravda". Artyom Sidorkin reclamava de dor no peito e relatava aos médicos que tossia sangue”.
[Do G1: Médicos descobrem árvore crescendo em pulmão de paciente]

A bizarra notícia está circulando por toda a rede, incluindo diversos sítios de notícias, da FOXnews à Discover Mag. Os mais sensatos reproduzem a notícia com uma boa dose de ceticismo, porque a história é um tanto inacreditável. Será mesmo verdade?

A fonte da notícia é o "Komsomolskaya Pravda". Não deve ser confundido com outras fontes russas como o Pravda ou mesmo o Pravda Online, com histórias sobre discos voadores de Saddam Hussein, mas o KP é sim um tablóide. A história poderia ser completamente inventada, ou no mínimo, imprecisa. Não consegui localizar a notícia reproduzida no sítio do KP, a fonte mais próxima é a versão em inglês no MosNews.

E, no entanto, como reproduzida no Mosnews, há a fotografia, atribuída ao KP. Médicos podem (por favor!) opinar melhor, mas se de acordo com a história, não havia um tumor e sim apenas o galho de árvore, e o paciente continua vivo, por que se removeria todo aquele tecido? Parecem bons ~10cm de pulmão (?) removidos ali. Biópsias removem tanto tecido? Simplesmente, a fotografia não parece muito coerente com a história. Que tem ainda outro problema.

No original, a notícia é enfática ao afirmar que:

É óbvio que um galho de cinco centímetros é muito grande para ser inalado ou engolido, os médicos dizem. Eles sugerem que o paciente deve ter inalado um pequeno broto, que então começou a crescer dentro do corpo”.

Como várias pessoas já notaram, é complicado que um broto cresça sem luz. Na verdade, não é impossível: embora a planta eventualmente morra, alguns brotos sim podem crescer com pouca ou mesmo sem nenhuma luz. Japoneses cultivam brotos de feijão com pouca luz e apreciam o delicioso “moyashi” (é ótimo refogado e com um pouco de molho de soja). Detalhe: com pouca luz os brotos ficam completamente brancos. Sem nenhuma luz dentro do pulmão, é realmente difícil acreditar que um galho não só cresceria como ficaria verde como se vê na imagem.

E então, é simplesmente falso que um galho de cinco centímetros seja muito grande para ser inalado. O ótimo blog tywkiwdbi nota que há casos de objetos muito maiores (Pinos! Ferroviários!) que foram inalados, e cita pelo menos dois artigos médicos com casos que explicariam melhor o que pode ter ocorrido.

  • Jackson, C. Grasses as foreign bodies in the bronchus and lung. Laryngoscope 62: 897, 1952.
  • Merriam, J.C. et al. Lung disease caused by aspirated timothy-grass heads. Am. Rev. Respir. Dis. 90:947, 1964.

Neste último, crianças brincavam ao colocar o galho na boca e ver quem conseguia falar com ele por mais tempo. Cada vez que falavam, o movimento da boca empurrava o galho garganta abaixo, e a direção dos apêndices (muito como o que se vê na fotografia) impedia que eles retornassem. Uma criança deve ter ganho a brincadeira, mas também ganhou um galho no pulmão, que foi devidamente removido com uma pequena cirurgia.

Presumindo que a fantástica história do homem russo com um galho no pulmão tenha alguns elementos de verdade, tudo sugere que ele deve ter aspirado o galho (sabe-se lá como). Seja como for, ele não deve ter crescido dentro de seu pulmão.

E você pode engolir sementes com tranquilidade!

ATUALIZAÇÃO RELÂMPAGO: O Lazzeri MD como sempre ao resgate:

“Obviamente não foi uma biópsia. O paciente deve ter feito algum exame de imagem (RX ou TC) que mostrou uma lesão irregular dentro do pulmão, com algum grau de reação em seu redor. Provavelmente havia acúmulo de secreção nos alvéolos à montante (aqueles depois da obstrução). Tudo isto realmente sugere um tumor, principalmente um tumor endobrônquico (aqueles que se originam na parede dos brônquios).
Certamente indicaram cirurgia para o cara sem prosseguir com métodos de visualização direta (como a broncoscopia). O cirurgião provavelmente abriu o tórax já pensando na cirurgia curativa da lesão, palpou a região da lesão, achou uma coisa endurecida e irregular e "confirmou" a existência do tumor.
Neste caso, se existe um tumor pulmonar o tratamento é a lobectomia (retirada de todo um lobo pulmonar) ou segmentectomia (retirada de um dos segmentos pulmonares, subdivisão do lobo). E, pelo aspecto da peça, provavelmente foi o que foi feito.
Sempre que um cirurgião retira um órgão ou lesão ele *abre* a mesma com o bisturi, para se certificar que a lesão saiu. Ele provavelmente palpou o tecido pulmonar, achou a coisa endurecida, abriu e…. Temos a foto acima. :-)”

Isto é, a imagem (e a história) bem podem ser verdadeiras, pelo menos na parte em que o sujeito teve um pedaço de galho no pulmão. Agora, que deve ter sido aspirado (e não “crescido” lá dentro), e que um bom naco de seu pulmão foi removido, foi. [Obrigado, Lazzeri!]

 

Fav blog #02: Quem matou a tangerina?

Category: , , By fedayin
Eu adoro suco de tangerina. Até hoje me lembro da época em que minha mãe comprava toda (ou quase toda) semana o tal do Tanjal, que desconfio que, se não morreu, está minguando nos supermercados.
Tirando um momento de felicidade exultante ao descobrir na faculdade uma barraca que vendia sucos e um deles era justamente o de tangerina, um dia bastante feliz foi quando eu descobri que havia alguém que também gostava muito de tangerina: Fred Fagundes, do blog Quem matou a tangerina?.
Ele tem um layout bem feito e divertido, posts originais (tá, as listas nem tanto, mas são sempe boas, melhores que as da Rolling Stone).

Exemplo de post:

50 coisas que aprendi vendo Chaves

Parece que o post sobre 50 coisas que aprendi jogando videogame repercutiu bem. A nerd lista virou pauta em dezenas de blogs, capa de portal, e-mail corrente e até perfil de Orkut. Talvez por isso, tal como um efeito de viralização, recebi o seguinte pedido do leitor Rafael Irajá de Mattos, de Vitória (ES):

“Será que não rola uma lista de 50 coisas que aprendemos assistindo Chaves?”.

Mas é claro que rola, caro Rafael. El Chavo merece todas as listas e homenagens possíveis. Como de praxe, antes de divulgar a lista vou dar aquela enrolada básica contando um causo inútil sobre a minha infância e alguma informação desnecessária sobre o seriado. É costume.

Se hoje a maior dor de cabeça da TV Globo – além da Internet – são as novelas da Rede Record, há alguns anos foi a edição diária de Chaves e Chapolim. Em novembro de 1999, quando contratou Ana Maria Braga, a Globo planejou garantir a liderança nas tardes dos dias de semana. Em vão.

Durante seis meses, tempo em que esteve no ar apresentando o Mais Você no horário das 13h45, Ana Maria foi derrotada sucessivamente por episódios reprisados de Chaves. O vexame foi tanto que a TV Globo decidiu transferir a loura e o papagaio para a manhã, bem longe do seriado mexicano.

Cito esse fato para comprovar a força que Chaves possui no Brasil. Mesmo sendo repetido há 30 anos, o programa garante com números sua permanência na grande de programação do SBT – mesmo que, ultimamente, com horários péssimos e alternativos.

Baseado em teorias da comunicação e comportamento do ser humano, doutores e estudiosos da mente humana perdem-se na hora de apresentar uma explicação clara e plausível sobre o fenômeno Chaves. Por que as pessoas continuam assistindo esse treco, mesmo sabendo as piadas de cor e salteado?

Pelo mesmo motivo que você gostou da lista das 50 coisa que aprendi jogando videogame. Ou das melhores propagandas, séries e brinquedos dos anos 90. Observem esse dado: no mínimo três gerações cresceram assistindo Chaves. Sendo assim, foi o primeiro programa a emocionar muita gente. Inclusive eu.

Inclusive, eu confesso: chorei assistindo o final daquele episodio de Acapulco.

A primeira emoção indireta. É isso que torna, para mim, Chaves inesquecível. Rever os episódios e lembrar-se das tardes pós- escola, em casa, assistindo o programa. Discutir com amigos os melhores bordões, personagens e comentários. Uma série de fatores que não deixam, jamais, Chaves cair no esquecimento ou desgosto.

Trata-se do melhor programa infatil de todos os tempos. E merece, bem como pediu o leitor Rafael irajá, a lista de 50 coisas que aprendemos o assistindo.

1. Seria muito melhor ter ido assistir o filme do Pelé.
2. As crianças mexicanas tem rugas.
3. JAMAIS enconstar em alguém que esteja tomando um choque.
4. Seu Madruga paga o aluguel todos os meses. Por isso sempre deve 14 meses, não 15, 16, 17…
5. Brasilia já foi carrão.
6. Não basta ser o maior professor do mundo. Tem que ter um pouco de pepsicologia.
7. Pessoas bebem leite de burra.
8. Existe uma fruta chamada tamarindo.
9. O Quico é emo.
10. Devemos deixar os outros fazerem nosso trabalho para evitarmos a fadiga.
11. A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena.
12. As tintas verde-limão são as mais baratas no México.
13. Trabalho não é a pior coisa do mundo. Pior é ter que trabalhar.
14. Uma epístola é uma carabina, só que menor.
15. Azul escuro em inglês é blue marinho.


O restante podem ver lá na fonte. Boa navegada!